A lojinha com moedas a sério
Moedas a sério, preços a sério, e o troco a dar: a soma torna-se útil.
A lojinha com moedas a sério é uma atividade Montessori para uma criança de 6-8 anos. Domínio: Primeiros números. Duração: 20-30 min.
O que a atividade desenvolve
Reconhecer as moedas, compor uma quantia de várias formas, e calcular um troco.
O material
- Moedas a sério, um sortido de cada valor
- Cinco objetos da casa com uma etiqueta de preço simples
- Uma caixa pequena a servir de caixa registadora
Como fazer, passo a passo
- Separem juntos as moedas por valor, em montinhos, no tapete.
- Montem a loja: cinco objetos, cinco preços bem visíveis.
- Compre-lhe um objeto pagando com a quantia exata, devagar.
- Troquem os papéis: ela é a lojista, e tem de dar o troco.
- Arrumem e contem as moedas juntos no fim.
O papel do adulto
As moedas a sério são indispensáveis: o tamanho e o peso delas carregam parte da informação, e o dinheiro de plástico não ensina isso. Pague às vezes com uma moeda demasiado grande para que ela tenha de dar troco.
Segurança
As moedas são objetos pequenos e estão sujas: não se levam à boca, lavam-se as mãos depois, e arruma-se tudo no alto logo no fim, sobretudo se viver em casa uma criança mais nova.
Só os pais podem julgar o que convém à criança. Estas atividades têm um fim educativo e lúdico: não substituem uma opinião médica nem o acompanhamento de um profissional da primeira infância.
Para adaptar a atividade
- Mais fácil: só moedas de um e dois euros, preços redondos.
- Mais difícil: preços com cêntimos.
- Para continuar: ela paga mesmo uma pequena compra na padaria, e verifica o troco.
A seguir
Outras atividades para uma criança de 6-8 anos.
Seguir uma receita ilustrada
Uma receita afixada, passos numerados, e um bolo que ela fez mesmo sozinha.
Coser um botão
Uma agulha, quatro buracos, e um remendo que vai durar anos.
Preparar as coisas para o dia seguinte
Cinco minutos à noite que evitam vinte minutos de gritos de manhã.
Fazer a cama
A primeira coisa conseguida do dia, e é dela.
Mudar uma planta de vaso
Uma planta apertada, um vaso maior, e raízes que finalmente se veem.
Dobrar um avião de papel
Seis dobras precisas, e o controlo do erro chega sozinho: voa ou faz picada.
Recortar seguindo uma curva
A linha reta já está dominada, a curva exige rodar o papel, não a tesoura.
Enfiar uma agulha
Uma linha, um buraco de agulha, e o silêncio total que acompanha os gestos verdadeiramente difíceis.
O saco dos sólidos geométricos
Só a mão tem de reconhecer o cubo, o cone e a esfera, sem a ajuda dos olhos.
Ordenar os sons do mais grave ao mais agudo
Cinco copos, cinco níveis de água, e uma escala que se arruma pelo ouvido.
A caixa das palavras-objetos
Uma etiqueta, um objeto: ler serve finalmente para fazer algo concreto.
As cartas de ação: ler e depois fazer
Ela lê « salta três vezes », e salta: a leitura torna-se visivelmente útil.
O nome e o artigo
Um triângulo grande e preto para o nome, um azul e pequeno para o artigo: a gramática manipula-se.
O verbo em ação
O verbo é a única palavra que se pode fazer: é assim que se reconhece.
Escrever um modo de utilização
Ela explica por escrito uma coisa que sabe fazer, e alguém tem de conseguir segui-la.
Etiquetar os objetos da casa
A casa torna-se um livro de imagens em tamanho real, escrito pela mão dela.
O banco: unidades, dezenas, centenas
Dez massas fazem um saquinho, dez saquinhos fazem uma caixa: o sistema decimal cabe nas mãos.
Multiplicar com feijões
Quatro filas de três: a multiplicação torna-se um retângulo que se pode ver.
Partilhar em partes iguais
Doze bolachas, quatro pratos, e uma justiça que se verifica a olho.
As frações do bolo
Um bolo redondo cortado ao meio, depois em quatro: a metade deixa de ser uma palavra e passa a ser uma parte.
Medir a casa com a fita métrica
Estimar primeiro, medir depois, e descobrir por quanto se enganou.
Ler as horas num relógio de cartão
Um relógio que ela própria fabrica, com ponteiros que roda com a mão.
A fita do ano
Doze meses esticados em três metros de fita, e o lugar dela algures nela.
Desenhar a planta do quarto
Ver o quarto de cima, como um pássaro, e fazê-lo caber numa folha.