Ordenar os sons do mais grave ao mais agudo
Cinco copos, cinco níveis de água, e uma escala que se arruma pelo ouvido.
Ordenar os sons do mais grave ao mais agudo é uma atividade Montessori para uma criança de 6-8 anos. Domínio: Sensorial. Duração: 20 min.
O que a atividade desenvolve
Ordenar uma série segundo um único critério percebido, a altura do som, e afinar a escuta.
O material
- Cinco copos iguais, grossos
- Água e um jarro
- Uma colher pequena de metal para bater
- Uma toalha debaixo dos copos
Como fazer, passo a passo
- Encham os cinco copos com níveis claramente diferentes, com ela.
- Bata no copo mais cheio, depois no mais vazio, ouvindo cada som até ao fim.
- Misturem os copos, e deixe-a reordená-los só pelo ouvido.
- Quando ela acabar, bata neles pela ordem que ela escolheu, um a um.
- Se ela quiser corrigir, deixe-a refazer, quantas vezes quiser.
O papel do adulto
Não dê a resposta apontando o nível da água: o objetivo é ouvir, não olhar. Se ela se enganar, a escala tocada por ordem dir-lho-á melhor do que os pais, desde que a toquem devagar.
Segurança
Copos grossos, pousados sobre uma toalha, longe do bordo da mesa. Bata devagar com o cabo, não com o gume da colher. Um copo partido interrompe imediatamente a atividade, e é o adulto que apanha os cacos.
Só os pais podem julgar o que convém à criança. Estas atividades têm um fim educativo e lúdico: não substituem uma opinião médica nem o acompanhamento de um profissional da primeira infância.
Para adaptar a atividade
- Mais fácil: três copos, com níveis bem afastados.
- Mais difícil: dois copos de níveis próximos, a distinguir.
- Para continuar: tocar uma pequena melodia conhecida batendo nos copos pela ordem certa.
A seguir
Outras atividades para uma criança de 6-8 anos.
Seguir uma receita ilustrada
Uma receita afixada, passos numerados, e um bolo que ela fez mesmo sozinha.
Coser um botão
Uma agulha, quatro buracos, e um remendo que vai durar anos.
Preparar as coisas para o dia seguinte
Cinco minutos à noite que evitam vinte minutos de gritos de manhã.
Fazer a cama
A primeira coisa conseguida do dia, e é dela.
Mudar uma planta de vaso
Uma planta apertada, um vaso maior, e raízes que finalmente se veem.
Dobrar um avião de papel
Seis dobras precisas, e o controlo do erro chega sozinho: voa ou faz picada.
Recortar seguindo uma curva
A linha reta já está dominada, a curva exige rodar o papel, não a tesoura.
Enfiar uma agulha
Uma linha, um buraco de agulha, e o silêncio total que acompanha os gestos verdadeiramente difíceis.
O saco dos sólidos geométricos
Só a mão tem de reconhecer o cubo, o cone e a esfera, sem a ajuda dos olhos.
A caixa das palavras-objetos
Uma etiqueta, um objeto: ler serve finalmente para fazer algo concreto.
As cartas de ação: ler e depois fazer
Ela lê « salta três vezes », e salta: a leitura torna-se visivelmente útil.
O nome e o artigo
Um triângulo grande e preto para o nome, um azul e pequeno para o artigo: a gramática manipula-se.
O verbo em ação
O verbo é a única palavra que se pode fazer: é assim que se reconhece.
Escrever um modo de utilização
Ela explica por escrito uma coisa que sabe fazer, e alguém tem de conseguir segui-la.
Etiquetar os objetos da casa
A casa torna-se um livro de imagens em tamanho real, escrito pela mão dela.
O banco: unidades, dezenas, centenas
Dez massas fazem um saquinho, dez saquinhos fazem uma caixa: o sistema decimal cabe nas mãos.
Multiplicar com feijões
Quatro filas de três: a multiplicação torna-se um retângulo que se pode ver.
Partilhar em partes iguais
Doze bolachas, quatro pratos, e uma justiça que se verifica a olho.
As frações do bolo
Um bolo redondo cortado ao meio, depois em quatro: a metade deixa de ser uma palavra e passa a ser uma parte.
Medir a casa com a fita métrica
Estimar primeiro, medir depois, e descobrir por quanto se enganou.
A lojinha com moedas a sério
Moedas a sério, preços a sério, e o troco a dar: a soma torna-se útil.
Ler as horas num relógio de cartão
Um relógio que ela própria fabrica, com ponteiros que roda com a mão.
A fita do ano
Doze meses esticados em três metros de fita, e o lugar dela algures nela.
Desenhar a planta do quarto
Ver o quarto de cima, como um pássaro, e fazê-lo caber numa folha.