Etiquetar os objetos da casa
A casa torna-se um livro de imagens em tamanho real, escrito pela mão dela.
Etiquetar os objetos da casa é uma atividade Montessori para uma criança de 6-8 anos. Domínio: Linguagem. Duração: 20-30 min.
O que a atividade desenvolve
Escrever palavras úteis e confrontá-las com a ortografia real, sem exercício nem correção a vermelho.
O material
- Etiquetas autocolantes reposicionáveis
- Um lápis
- Um dicionário ilustrado ou um livro de imagens para verificar
Como fazer, passo a passo
- Escolham juntos uma divisão, e só ela decide os objetos a etiquetar.
- Deixe-a escrever cada palavra como pensa que se escreve.
- Colem as etiquetas nos objetos, à altura dela.
- No dia seguinte, verifiquem juntos uma ou duas palavras no livro de imagens, não mais.
- Deixem as etiquetas no lugar uma semana, depois retirem-nas juntos.
O papel do adulto
Não escreva nada por ela e não corrija a quente: uma ortografia aproximada é uma etapa normal e necessária. A verificação faz-se no dia seguinte, num livro, e é o livro que decide, não os pais.
Segurança
Etiquetas reposicionáveis, nunca cola forte nos móveis. Não etiquete tomadas, produtos de limpeza, nem nada que possa atrair uma criança mais nova para um perigo.
Só os pais podem julgar o que convém à criança. Estas atividades têm um fim educativo e lúdico: não substituem uma opinião médica nem o acompanhamento de um profissional da primeira infância.
Para adaptar a atividade
- Mais fácil: cinco objetos de nomes curtos.
- Mais difícil: acrescentar o artigo diante de cada nome.
- Para continuar: etiquetar numa segunda língua, ao lado da primeira palavra.
A seguir
Outras atividades para uma criança de 6-8 anos.
Seguir uma receita ilustrada
Uma receita afixada, passos numerados, e um bolo que ela fez mesmo sozinha.
Coser um botão
Uma agulha, quatro buracos, e um remendo que vai durar anos.
Preparar as coisas para o dia seguinte
Cinco minutos à noite que evitam vinte minutos de gritos de manhã.
Fazer a cama
A primeira coisa conseguida do dia, e é dela.
Mudar uma planta de vaso
Uma planta apertada, um vaso maior, e raízes que finalmente se veem.
Dobrar um avião de papel
Seis dobras precisas, e o controlo do erro chega sozinho: voa ou faz picada.
Recortar seguindo uma curva
A linha reta já está dominada, a curva exige rodar o papel, não a tesoura.
Enfiar uma agulha
Uma linha, um buraco de agulha, e o silêncio total que acompanha os gestos verdadeiramente difíceis.
O saco dos sólidos geométricos
Só a mão tem de reconhecer o cubo, o cone e a esfera, sem a ajuda dos olhos.
Ordenar os sons do mais grave ao mais agudo
Cinco copos, cinco níveis de água, e uma escala que se arruma pelo ouvido.
A caixa das palavras-objetos
Uma etiqueta, um objeto: ler serve finalmente para fazer algo concreto.
As cartas de ação: ler e depois fazer
Ela lê « salta três vezes », e salta: a leitura torna-se visivelmente útil.
O nome e o artigo
Um triângulo grande e preto para o nome, um azul e pequeno para o artigo: a gramática manipula-se.
O verbo em ação
O verbo é a única palavra que se pode fazer: é assim que se reconhece.
Escrever um modo de utilização
Ela explica por escrito uma coisa que sabe fazer, e alguém tem de conseguir segui-la.
O banco: unidades, dezenas, centenas
Dez massas fazem um saquinho, dez saquinhos fazem uma caixa: o sistema decimal cabe nas mãos.
Multiplicar com feijões
Quatro filas de três: a multiplicação torna-se um retângulo que se pode ver.
Partilhar em partes iguais
Doze bolachas, quatro pratos, e uma justiça que se verifica a olho.
As frações do bolo
Um bolo redondo cortado ao meio, depois em quatro: a metade deixa de ser uma palavra e passa a ser uma parte.
Medir a casa com a fita métrica
Estimar primeiro, medir depois, e descobrir por quanto se enganou.
A lojinha com moedas a sério
Moedas a sério, preços a sério, e o troco a dar: a soma torna-se útil.
Ler as horas num relógio de cartão
Um relógio que ela própria fabrica, com ponteiros que roda com a mão.
A fita do ano
Doze meses esticados em três metros de fita, e o lugar dela algures nela.
Desenhar a planta do quarto
Ver o quarto de cima, como um pássaro, e fazê-lo caber numa folha.