Preparar as coisas para o dia seguinte
Cinco minutos à noite que evitam vinte minutos de gritos de manhã.
Preparar as coisas para o dia seguinte é uma atividade Montessori para uma criança de 6-8 anos. Domínio: Vida prática. Duração: 15-20 min.
O que a atividade desenvolve
Antecipar um dia por vir, e organizar sozinha o necessário a partir de uma lista.
O material
- Uma lista ilustrada afixada à sua altura, uma linha por categoria
- Um lugar fixo onde pousar as coisas prontas
- A mochila e a roupa acessíveis
Como fazer, passo a passo
- Leiam a lista juntos na primeira noite, depois afixem-na.
- Deixe-a percorrer a lista linha a linha e juntar o que ela pede.
- Verifiquem juntos passando outra vez pela lista, sem acrescentar nada da sua parte.
- Ponham tudo no lugar combinado, sempre o mesmo.
- Na manhã seguinte, não toque em nada: ela leva o que preparou.
O papel do adulto
Se ela se esquecer de alguma coisa, não vá buscá-la em segredo. Um esquecimento vivido uma vez ensina mais do que dez lembretes, e é exatamente o controlo do erro desta atividade. Avise a escola se for preciso, mas deixe a consequência existir.
Segurança
Atividade sem risco material. Tenha só o cuidado de a manter longe de qualquer repreensão: faz-se sem comentários sobre esquecimentos passados, senão vira um castigo noturno.
Só os pais podem julgar o que convém à criança. Estas atividades têm um fim educativo e lúdico: não substituem uma opinião médica nem o acompanhamento de um profissional da primeira infância.
Para adaptar a atividade
- Mais fácil: só duas categorias, a roupa e a mochila.
- Mais difícil: ela acrescenta à lista o que depende do dia, natação, biblioteca.
- Para continuar: prepara também o pequeno-almoço na véspera à noite.
A seguir
Outras atividades para uma criança de 6-8 anos.
Seguir uma receita ilustrada
Uma receita afixada, passos numerados, e um bolo que ela fez mesmo sozinha.
Coser um botão
Uma agulha, quatro buracos, e um remendo que vai durar anos.
Fazer a cama
A primeira coisa conseguida do dia, e é dela.
Mudar uma planta de vaso
Uma planta apertada, um vaso maior, e raízes que finalmente se veem.
Dobrar um avião de papel
Seis dobras precisas, e o controlo do erro chega sozinho: voa ou faz picada.
Recortar seguindo uma curva
A linha reta já está dominada, a curva exige rodar o papel, não a tesoura.
Enfiar uma agulha
Uma linha, um buraco de agulha, e o silêncio total que acompanha os gestos verdadeiramente difíceis.
O saco dos sólidos geométricos
Só a mão tem de reconhecer o cubo, o cone e a esfera, sem a ajuda dos olhos.
Ordenar os sons do mais grave ao mais agudo
Cinco copos, cinco níveis de água, e uma escala que se arruma pelo ouvido.
A caixa das palavras-objetos
Uma etiqueta, um objeto: ler serve finalmente para fazer algo concreto.
As cartas de ação: ler e depois fazer
Ela lê « salta três vezes », e salta: a leitura torna-se visivelmente útil.
O nome e o artigo
Um triângulo grande e preto para o nome, um azul e pequeno para o artigo: a gramática manipula-se.
O verbo em ação
O verbo é a única palavra que se pode fazer: é assim que se reconhece.
Escrever um modo de utilização
Ela explica por escrito uma coisa que sabe fazer, e alguém tem de conseguir segui-la.
Etiquetar os objetos da casa
A casa torna-se um livro de imagens em tamanho real, escrito pela mão dela.
O banco: unidades, dezenas, centenas
Dez massas fazem um saquinho, dez saquinhos fazem uma caixa: o sistema decimal cabe nas mãos.
Multiplicar com feijões
Quatro filas de três: a multiplicação torna-se um retângulo que se pode ver.
Partilhar em partes iguais
Doze bolachas, quatro pratos, e uma justiça que se verifica a olho.
As frações do bolo
Um bolo redondo cortado ao meio, depois em quatro: a metade deixa de ser uma palavra e passa a ser uma parte.
Medir a casa com a fita métrica
Estimar primeiro, medir depois, e descobrir por quanto se enganou.
A lojinha com moedas a sério
Moedas a sério, preços a sério, e o troco a dar: a soma torna-se útil.
Ler as horas num relógio de cartão
Um relógio que ela própria fabrica, com ponteiros que roda com a mão.
A fita do ano
Doze meses esticados em três metros de fita, e o lugar dela algures nela.
Desenhar a planta do quarto
Ver o quarto de cima, como um pássaro, e fazê-lo caber numa folha.