O vaporizador
Apertar o gatilho de um borrifador para pulverizar as plantas: uma mão que se fortalece para a escrita.
O que a atividade desenvolve
Fortalecer toda a mão e sobretudo a oposição do polegar, este movimento de pressão repetida que prepara diretamente a forma de segurar o lápis. Cada pressão dá um resultado visível e imediato: o borrifo, as gotas na folha.
O material
- Um borrifador pequeno de gatilho macio, cheio de água limpa só até um terço
- Uma planta de interior resistente, ou um vidro, ou um espelho baixo
- Um pano para limpar o que escorrer, e um avental
Como fazer, passo a passo
- Encha o borrifador com ele, até um terço: cheio, fica demasiado pesado para a mão dele.
- Mostre a pega: os quatro dedos à volta do gatilho, o polegar por cima, o braço esticado na direção da planta.
- Aperte devagar duas ou três vezes, mostrando o borrifo a pousar nas folhas.
- Dê-lho: talvez ele aperte vinte vezes seguidas, deixe-o.
- Quando a planta já bebeu, limpa-se o que escorreu e arruma-se o borrifador no lugar.
O papel do adulto
Da primeira vez o gatilho resiste e não sai nada: é normal, a mão ainda não tem força, e é exatamente esse o exercício. Não aperte por ele, não lhe segure a mão. O terço de água não é uma poupança: um borrifador cheio é demasiado pesado e a criança desiste antes de ter trabalhado.
Segurança
Só água limpa, nunca um borrifador que tenha tido um produto de limpeza, mesmo lavado. Pulveriza-se as plantas, não as caras nem os animais: diga-o uma vez, com calma, no início.
Só os pais podem julgar o que convém à criança. Estas atividades têm um fim educativo e lúdico: não substituem uma opinião médica nem o acompanhamento de um profissional da primeira infância.
Para adaptar a atividade
- Mais fácil: um borrifador de gatilho muito macio, ou pulverizar com as duas mãos.
- Mais difícil: mirar apenas uma folha, ou limpar um vidro com o pano na outra mão.
- Continuação: regar todas as plantas da casa, uma ronda que passa a ser tarefa dele.
A seguir
Outras atividades para uma criança de 2-3 anos.
Verter sementes
A atividade emblemática: dois jarros, umas sementes, e um gesto que a criança repete cem vezes.
Espremer a esponja
Levar a água de uma taça para a outra espremendo uma esponja. Simples, molhado, irresistível.
Separar por cores
Cada rolha vai ter com a sua família. O primeiro trabalho de classificação a sério.
Enroscar e desenroscar
Três frascos, três tampas, e uma rotação do pulso por conquistar.
Varrer as migalhas
Uma vassourinha, uma pá, e o orgulho de resolver sozinha o que se entornou.
Emparelhar as meias
O cesto da roupa vira jogo de observação, e você recupera a roupa arrumada.
Verter a água
Dois jarrinhos, um pouco de água, e o gesto que enche de orgulho: verter sem transbordar.
A caixa das formas
Um círculo, um quadrado, um triângulo e três fendas: cada forma só entra na sua.
Nomear as imagens
Umas cartas de animais ou objetos, e a lição em três tempos que fixa as palavras a sério.
Lavar as mãos
Todo um ritual com bacia, sabonete e toalha: o primeiro grande ciclo completo que a criança leva do início ao fim.
Descascar uma tangerina
Furar, puxar, separar os gomos, e comer o que se preparou sozinha: a vida prática que tem sabor.
Os objetos e as suas imagens
Pousar a colher verdadeira sobre a fotografia da colher: a ponte entre o mundo e as imagens.
Os trincos e fechaduras
Trinco, gancho, corrente, ferrolho: tudo o que fecha a casa, reunido numa tábua para explorar.
Calçar os sapatos
Sentar-se, apontar, empurrar o calcanhar, fechar: sair de casa pelos seus próprios meios.
Olá, obrigado, por favor
Ensaiar o olá, o obrigado e o por favor, como um jogo a dois: a cortesia treina-se antes de se viver.
Separar grande e pequeno
Dois cestos, uma pilha de objetos, uma única pergunta: é grande ou é pequeno?
Vestir o casaco sozinho
O casaco pousado ao contrário no chão, os braços nas mangas, e upa, passa por cima da cabeça.
Muitos e um só
Uma taça cheia, uma taça com uma só avelã: a primeira ideia de quantidade.
Os autocolantes
Descolar um autocolante com a ponta das unhas e colá-lo num círculo desenhado: a pinça forja-se.